Hoje a noite está escura: uma noite sem lua, uma noite sem estrelas... Parece até o reflexo do meu ser.
Hoje tenho asas sombrias, sou uma borboleta moribunda deitada num chão frio. Sinto meus ossos doerem, meu estômago ser oprimido. Meus olhos lutam para não serem imersos. Mas, bem que eu ansiava cair em prantos, pois dizem que chorar faz bem, dizem que “limpa a alma”. Entretanto, até para isso não tenho forças. É uma tristeza fria, sem lágrimas.
E a noite escura invade a minha alma, e a madrugada vem chegando lentamente, avisando-me que hora de adormecer. Mas, estou triste demais para dormir, triste demais para sonhar, triste demais para pensar... e por alguns segundos decido tornar-me impassível à minha dor, e entregar-me a loucura de brincar de não existir. Imaginar que eu estou perdida no cosmo, a procura de algo que realmente faça sentido, mas o meu cosmo imaginário também é escuro, com um buraco negro que me suga até a morte.
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