A noite tornar-se para mim um martírio. É na noite que eu encontro o silêncio do meu ser, é na noite que eu escuto as vozes do fantasma da solidão... e eles gritam e me supliciam. Tento pensar em algo bom, algo que me tranquilize...
Eu não gosto da noite... com o seu travesseiro frio e árduo chamando-me incessantemente para chorar.
Eu não gosto da noite... com sua escuridão vasta que guardam segredos de alcova, com seus animais ferinos querendo devorar-me a cada hora.
Eu não gosto da noite... pois, a noite me espera com os braços perversos abertos, ansiando por me cercar.
Eu não gosto da noite...com seus gatunos nas esquinas, com gritos de socorro ou o seu silêncio abissal.
Eu prefiro o dia com seus nobres cânticos dos pássaros e cores matinais...
O dia que amanhece molhado com o orvalho da aurora. O dia que acorda os pássaros, que acorda os homens. O dia que nasce com o sol no mar, que tem o cheiro de grama molhada, o dia que chama os atletas para correrem na praia. Eu amo o dia que me dar sempre esperança...
Mas, agora vivo a noite, e a noite é extensa e nefária.
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