Nesta semana terminei de ler “A Mulher de Trinta Anos”(1829/1842) de Honoré de Balzac, um dos romances mais famosos do mundo. Deste romance surgiram 2 vocábulos:balzaca e balzaquiana, expressões usadas para referir-se a fase da mulher de 30 anos.
O romance em si deixa a desejar, o autor entra em contradições várias vezes com alguns personagens, dando características e denominações não citadas anteriormente. Tornando o romance com a estrutura confusa. A Mulher de Trinta Anos está dividida em 6 partes, em 6 novelas com entradas de personagens diferentes.
Honoré de Balzac recebeu inúmeros julgamentos dos críticos franceses, alguns deles condenam obras inteiras do romancista. Criticam não somente como escritor, mas também como pessoa:
“ O homem era vulgar, de aspecto rude, de voz forte e gestos violentos. Carecia absolutamente de espírito. Sua jovialidade era obscena e grosseira.”( Emilie Faguet, um dos mestres da crítica universitária francesa.)
Mas, vejo-o como homem sensível aos detalhes femininos, algo de difícil percepção da época. Balzac mostrou ao mundo as imperfeições do matrimônio através do sofrimento de uma mulher mal casada. Foi um grito de socorro feminino, e ainda prolongou a idade do amor: para os 30 e 40 anos. Sendo que na época os romancistas referiam–se apenas as mulheres de 20 anos.
O romance A Mulher de 30 Anos, refere-se à sedutora mulher na fase dos 30, com sua tranqüilidade, segurança e determinação que só as balzaquianas possuem.
Falam as más línguas, que Balzac encontrou inspiração nas suas paixões secretas por mulheres mais velhas, tendo como pano de fundo a vida mundana e agitada de Paris.
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